10 de junho de 2017

Boletim 70

Nas reuniões de RE de 9 de junho, apresentamos a nossa contribuição para a discussão centrada no reconhecimento das vitórias da luta da categoria até aqui e na necessidade da continuidade da luta. Diante do desenvolvimento do Golpe contra a democracia e dos ataques aos direitos empreendidos pelos governos de Temer e Dória, que com seus cortes de verbas impõem atrasos ao PTRF, o fechamento de salas de leitura e informática nas EMEIs, a superlotação de salas de aula, privatizações, cortes em materiais, cortes na alimentação das crianças, retirada do transporte escolar, defendemos que o SINPEEM organize a participação da categoria na nova Greve Geral de 30 de junho, convocada pela CUT, pela CNTE e outras centrais sindicais.

Diante das pressões que a categoria tem sofrido sobre o SGP propusemos que o SINPEEM ofereça à categoria um documento em nos dirijamos às chefias e, consequentemente à SME, colocando o problema dos prazos impostos sem que haja condições de trabalho (as cinco horas atividade previstas nas jornadas não são o bastante para o planejamento, correções de atividade e o preenchimento do SGP)  e as condições técnicas (falta rede nas escolas, faltam equipamentos). A situação criada deve ser caracterizada como assédio, pois á um constrangimento institucionalizado e muitos profissionais estão sendo forçados a usarem os seus próprios equipamentos e acesso às suas redes particulares, pagando para trabalhar e usando horas não remuneradas.

Quanto ao Projeto de Lei 68/2017, propusemos um estudo do impacto nas Unidades Escolares frente ao fluxo de profissionais com a transformação dos cargos de PEI para PEIF. Embora avaliemos que seja positiva a possibilidade da transformação, preocupa-nos a ampliação de espaço para os convênios privados em CEIs. Para não ocorrer o isolamento dos profissionais estatutários que não optarem pela transformação, como ocorreu com o Agente Escolar frente à terceirização, pensamos que é fundamental que o SINPEEM não abra mão de cobrar concursos públicos regulares para todos os cargos, fazendo o combate para reverter o conveniamento privado e as terceirizações.

Abaixo segue o Boletim Debate CUtista que distribuímos na reunião de RE.




7 de abril de 2017

Reunião de Representantes de Escola do SINPEEM - Boletim 69

Balanço da Reunião de RE de 07 de abril de 2017

A reunião de Representantes de Escola (REs) demonstrou que a categoria saiu vitoriosa da Greve Nacional da Educação, pois se ligou à luta nacional, popularizou o combate contra a retirada dos direitos intentada pelo governo golpista de Temer e contribuiu para a que as centrais marcassem a Greve Geral. Agora, após a suspensão da nossa greve, com a consciência elevada, é hora de investir toda força na construção da Greve Geral da classe trabalhadora.

Em nossas contribuições na reunião de RE destacamos que a construção da Greve Geral está ligada a defesa das condições de trabalho pioradas com os cortes do orçamento da educação promovidos pelo governo Dória, o congelamento das verbas públicas por 20 anos já está repercutindo no fechamento de salas de informática e espaços educacionais nas EMEIs, assim como cortando o leite e o transporte escolar. A investida do Vereador Fernando Holiday para promover a censura e constranger os profissionais em educação, assim como os ataques de SME responsabilizando os grevistas pelo desperdício de merenda durante a greve têm o objetivo único de colocar a população contra a categoria que é ponta de lança no enfrentamento às contrarreformas da previdência e trabalhista. Holiday deve ser responsabilizado judicialmente pelo abuso de autoridade, mas a melhor resposta que daremos a esse vereador fascista, ao Dória e aos golpistas é a nossa participação massiva na Greve Geral.

Mesmo no campo pedagógico, Dória e seus asseclas da SME já demonstram que pretendem desmontar a reorganização dos ciclos, aprofundar as avaliações externas e responsabilizar os profissionais em educação pelas mazelas que, na verdade, são provocadas pela falta de investimento. Em seu plano de destruição da educação está a venda de CEIs para empresas! Está claro para todos que a luta por condições de trabalho e pela retirada do SAMPAPREV se liga a retirada da PEC 287, a Greve Geral, convocada pela CUT e demais centrais, é a resposta que a classe trabalhadora dará em conjunto no dia 28 de abril.

Daqui a 28 de abril, os REs e Conselheiros do SINPEEM serão determinantes nessa etapa, assim como os comandos de mobilização regionais que mobilizaram a categoria durante a nossa greve. Devemos nos empenhar em continuar o nosso combate, dando a devolutiva aos pais e responsáveis que temos nas escolas, mas ampliando com a construção de comitês de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores para preparar a Greve Geral. A esses comitês devem se somar a comunidade escolar, associações de moradores, sindicatos locais para fazermos debates em todos os espaços que encontrarmos, para realizarmos atos regionais, panfletagens e todo tipo de sensibilização da população (com Cartazes e panfletos para a comunidade, além de adesivos para automóveis) para participar da Greve Geral.

Abaixo segue o Boletim Debate CUTista que distribuímos no RE como contribuição à discussão.


4 de abril de 2017

Provocação de Holiday é contra ataque à categoria que luta contra a Reforma da Previdência e prepara Greve Geral em 28 de abril!


Na manhã de 03 de abril, o Vereador ligado ao movimento chamado MBL, Fernando Holiday, fez diligências à escolas municipais da rede de ensino da cidade de São Paulo, para entre outras coisas “fiscalizar” o conteúdo programático aplicado pelos profissionais da educação em suas aulas.

Entendemos que esta provocação, além de representar um abuso de autoridade, que Holiday não possui, fere preceitos e concepções pedagógicas que democratizam o ensino e ampliam a aprendizagem. Ao irromper nas unidades escolares, o  vereador pré julga e condena todos os profissionais em educação tentando criminalizar direitos como: a liberdade de cátedra, a concepção da escola como espaço democrático e o direito à organização dos trabalhadores. Como partidário do pensamento único, defensor da lei da mordaça e do estado de exceção advindos do golpe que este sustenta, esse vereador se pauta apenas pelo autoritarismo em suas ações.

 Holiday investe contra os professores na perspectiva de contra atacar os profissionais de educação e dispersar a atenção daqueles que recentemente se colocaram em greve se levantando contra o nefasto projeto de Reforma da Previdência Pública (do golpista e ilegítimo Temer), que na cidade de São Paulo se materializa pelo projeto SAMPAPREV, cuja retira de tramitação da câmara o Prefeito João Dória (fiel ao projeto de temer) ainda não fez.

Por isso, desde já, convidamos todos os profissionais da educação da rede municipal de ensino a se somarem as iniciativas desenvolvidas e organizadas pelo nosso sindicato – SINPEEM – para mobilizar a defesa de todos nossos direitos e para impedir que qualquer profissional da educação seja coagido, ou ameaçado. Os profissionais da educação de São Paulo participarão da GREVE GERAL convocada para o dia 28 de Abril, contra a terceirização, contra a Reforma da Previdência e Trabalhista, por NENHUM DIREITO A MENOS.


Debate CUTista SINPEEM.